Conheça 7 coisas incríveis para se fazer na África!

Conheça 7 coisas incríveis para se fazer na África!

Afinal, o que é a África? O terceiro maior continente do mundo sempre despertou a curiosidade de muitas pessoas. A relevância do lugar não é à toa e isso vai muito além dos safáris e outros estereótipos.

O lugar tem peculiaridades, histórias, tradições e culturas que fazem com que ele seja muitos em um só. Por isso, visitar a África é um mergulho em aventuras e conhecimentos muito diversos.

Ainda não ficou convencido e quer saber mais sobre o lugar? Confira este artigo e veja 7 coisas incríveis e não óbvias para se fazer na África. Boa leitura!

1. A Libéria de Nina Simone

Se você gosta de ver filmes e ouvir música, possivelmente conhece Nina Simone e o documentário “What happened, miss Simone?”, certo? O longa remonta a biografia da cantora, mas deixa de fora a época em que a artista foi em busca de suas raízes na Libéria e passou a melhor época da sua vida, segundo ela.

A Libéria foi fundada e colonizada por ex-escravos americanos que não viram outra solução após serem praticamente chutados para dentro de um navio com direção à África quando a abolição ocorreu. Foi essa liberdade que inspirou o nome do país.

Um tempo após a chegada deles, o país foi mergulhado em histórias tristes que incluem ditaduras e guerras civis. Apesar disso, atualmente, ele caminha para a frente e tornou-se pioneiro em alguns assuntos.

Recentemente, por exemplo, duas mulheres liberianas ganharam o Nobel da Paz pelos esforços em acabar com a guerra civil no país. Uma delas é a atual presidente do país, a primeira do continente africano a ocupar o cargo político mais importante de uma nação.

O país também se tornou o primeiro da África a ser República e foi, por muito tempo, o único com um hotel cinco estrelas. Então, se você quer entender o impacto de uma guerra civil na vida das pessoas e ver de perto os avanços do país em contraste com o seu passado, conhecer a Libéria pode ser a escolha certa.

2. Moçambique e as semelhanças com o Brasil

Se não quer ter um choque de cultura tão grande em relação ao Brasil, talvez Moçambique seja o país certo para você. A influência do Brasil é tanta que lá são exibidas nossas novelas e partidas do futebol brasileiro. Personalidades como Zeca Pagodinho, Roberta Miranda, Daniel e Roberto Carlos também são muito populares.

Assim como o nosso país, o local posicionado a sudoeste da África e margeado pelo Oceano Índico do Leste foi colonizado pelos portugueses durante o século XV. Por isso, Moçambique fala a língua portuguesa, além de 43 outros idiomas.

Assim como muitos outros lugares do continente africano, o passado de Moçambique é triste devido ao histórico de colonização europeia. Porém, isso não diminui as suas belezas, que devem ser incluídas na lista de coisas para aproveitar na África.

A Ilha de Inhanca, por exemplo, é comparada às praias do Caribe e às Maldivas — ela é localizada em Maputo, a capital moçambicana. O local é indicado especialmente para quem gosta de praias selvagens e está interessado em conhecer histórias sobre a ilha — como a de que ela é comandada por uma espécie de rei.

Ainda é possível se deliciar com a culinária, que tem preços bem em conta — assim como o turismo em geral — e recebeu mais influência portuguesa do que o Brasil. Na ilha as refeições são compostas principalmente de frutos do mar.

Quem já visitou indica os melhores estabelecimentos: Restaurante do Lucas, Taverna, Campo di Mare e o Marisqueria Sagres. Veja algumas dicas para quem vai à ilha:

  • é possível fazer um passeio de lancha pelas ilhas. Pode sair um pouco caro, mas vale a pena por conhecer a ilha dos Portugueses e a praia Machangulo;
  • não esqueça de levar consigo uma caixa térmica com garrafas de água, roupas de banho —  já que a água é muito convidativa —  chapéu, filtro solar e repelente;
  • a melhor época para a viagem é entre maio e outubro, período mais seco.

3. Senegal além da Copa do Mundo

O país ficou mais famoso após o Mundial de Futebol na Rússia: a seleção senegalense surpreendeu com o desempenho em campo. Senegal também ganhou a simpatia do público pelo carisma, pelas dancinhas descontraídas no treino e pelo show de cidadania por parte da torcida, ao recolher todo o lixo na arquibancada depois dos jogos.

Porém, mais do que a seleção, Senegal oferece na capital Dakar, uma pequena vila, diversas histórias e conhecimentos para os turistas interessados. A capital é a parada obrigatória: sua construção está cheia de histórias que nos fazem refletir sobre o passado e a história da humanidade.

A começar pela ilha de Gorée, considerada Patrimônio Mundial da Unesco e conhecida popularmente como “Ilha dos Escravos”. Durante o século XV e XIX, ela funcionava como um “depósito” de escravos e dali eles eram transferidos para servir em diversos lugares do mundo.

A arquitetura do lugar evidencia o contraste entre as sombrias casernas dos escravos e as luxuosas mansões dos seus mercadores. A ilha tornou-se um símbolo do tráfico negreiro e de escola para as gerações atuais.

Se você tem filhos, torna-se ainda mais essencial visitar o local com eles para mostrar todo o horror sofrido pelos africanos durante muito tempo e fazê-los entender a dívida histórica que temos com os descendentes africanos.

Ao norte de Senegal, mais especificamente na península de Cap Vert, é possível ter acesso a um dos lagos mais comentados do mundo, o Retba. Ele tem uma cor que vai do rosa ao roxo, felizmente sem ter sido vítima de um derramamento químico. Isso se dá pela presença de microorganismos e pela grande concentração de minerais.

O Senegal é conhecido pelos bons hotéis e pela cordialidade com os turistas. Outros pontos que valem a visita:

  • Saly Portudal: uma linha de praias com agradáveis e caros hotéis. É possível encontrar opções mais em conta;
  • Reserva de Bandia: fica a 15 km de Saly Portudal e por ali é possível fazer um safári de forma independente;
  • Mbour: vila com um frenético mercado de peixe na praia;
  • Saint Louis: antiga capital do país e com uma aparência provincial.

4. Namíbia e o seu cânion

Quando você pensa em cânion provavelmente só lhe vem à cabeça o Grand Canyon nos Estados Unidos, certo? Pois bem, saiba que no sul da Namíbia existe o Fish River Canyon, o segundo maior do mundo. A diferença é que ele não recebe tantos turistas quanto o cânion dos americanos (e lá não foi filmado o famoso filme Thelma e Louise).

Então imagine a experiência de visitar um local de 161 km de extensão, 27 km de largura e uma profundidade de quase 550 metros com nenhum outro turista por perto. Tudo o que se pode perceber é a imensidão e o silêncio.

Os mais corajosos podem fazer trilha no local: ela dura cerca de 5 dias, o calor é de mais de 45° e, por isso, a caminhada só é permitida de maio e setembro, quando a temperatura é menos intensa.

Outros motivos para você aproveitar a Namíbia:

  • é considerado um dos países africanos mais seguros para viajantes e é politicamente estável;
  • não é difícil chegar lá por terra a partir da África do Sul;
  • se você pretende economizar, existem vários campings em variadas faixas de preço.

5. África do Sul e o terceiro maior cânion do mundo

Por falar em cânion e África do Sul, não tem como deixar de fora esse país e o seu cânion. O cânion Motlatse, marcado por paredões de 800 m de granito na sua profundidade e com 24 km de extensão, é considerado um dos lugares mais exuberantes do mundo.

A diferença entre os dois maiores cânions do mundo citados é a sua abundante vegetação e vida selvagem. O local abriga uma diversidade enorme, com variadas espécies de peixes, aves e antílopes.

Logo no começo do cânion já é possível ver zebras e gnus. Se você gosta de trilhas, ficará apaixonado pelas oferecidas pelo local: elas dão acesso aos melhores miradores da floresta.

A beleza do lugar vale cada esforço, mas fique atento, pois a caminhada pode ser longa, difícil e íngreme. Esteja fisicamente preparado e leve água e comida. Como nem só de cânions vive o homem, o país que sediou a Copa do Mundo em 2010 tem muito mais a oferecer. Veja:

  • para quem gosta de apreciar vinhos, o país tem mais de 600 vinícolas espalhadas pelo seu território — algumas delas são aclamadas mundialmente;
  • as praias da África do Sul são famosas entre os surfistas, como a Jeffrey’s Bay ou Ballito;
  • a Rota Jardim abriga áreas em que é possível realizar diversos esportes radicais e explorar diversas cavernas, como a Cango Caves;
  • a Cidade do Cabo, mais famosa do país, é cercada por paisagens naturais incríveis, ótima gastronomia e diversão noturna;
  • vale conhecer as histórias do Apartheid no bairro símbolo das lutas raciais, em Johanesburgo, na ilha de Robben, que aprisionou Nelson Mandela durante anos, e no Museu do Apartheid.

6. Egito e as pirâmides de Gizé

Você provavelmente já ouviu falar delas durante as aulas de História no Ensino Fundamental. A pirâmides de Gizé são cercadas por superstições, mistérios, curiosidades e histórias que garantem seu valor arquitetônico, histórico e cultural.

As pirâmides, localizadas no centro de Cairo, capital do Egito, têm mais de 4500 anos. Elas são o cartão-postal do país e um dos pontos turísticos mais procurados mundialmente. Foram construídas com a força de muitos escravos e estão cercadas de curiosidades que poucos sabem. Saiba mais:

  • elas possuem uma porta giratória que poderia ser facilmente aberta com um simples empurrão, mesmo pesando 20 toneladas;
  • elas também foram fundadas com tanta perfeição que possuem estruturas capazes de lidar com terremotos e aquecimentos. Além de serem alinhadas com imensa precisão, estão todas viradas para o norte com baixa margem de erro;
  • para chegar ao local, prepare-se para uma viagem cheia de conexões, já que não existem vôos diretos do Brasil para o Cairo;
  • o trânsito também é bem diferente do brasileiro, com poucos sinais e faixas de pedestres — é mais parecido com o da Índia.

7. Cataratas de Vitória

Se você gosta de viajar já deve ter conhecido ou, pelo menos, ouvido falar nas Cataratas de Iguaçu no Brasil, certo? Pois bem, agora é preciso conhecer as cataratas de Vitória, localizada entre a Zâmbia e o Zimbábue.

Ela é considerada a maior queda d’água do mundo, chegando a 128 metros de altura — ela vai de encontro a um cânion com 1,7 km de extensão no Rio Zambezi. A região faz parte de dois parques escolhidos em 1989 como Patrimônio da Humanidade: o parque Nacional Mosi-oa-Tunya, localizado na Zâmbia, e o Victoria Falls, no Zimbábue.

A entrada nos parques pode custar 20 ou 30 dólares e toda a visita pode ser feita em cerca de 2 horas. Entre as atividades possíveis de realizar nas cataratas de Vitória podemos citar:

  • uma caminhada pela floresta que cerca as Cataratas;
  • sobrevoar as cataratas de helicóptero por 160 dólares;
  • para os mais corajosos é possível praticar rafting e bungee jump, que custa em média 120 e 160 dólares, respectivamente;
  • mergulhar no Devil’s Pool, uma piscina natural na beira das cataratas. Esse passeio só é possível durante os períodos de seca, entre outubro e novembro, e de agosto e janeiro.

Que tal conseguir um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional viajando para um país rico e cheio de conhecimentos como a África? Faça isso de mente aberta para aprender que o continente africano é muito mais do que os estereótipos a seu respeito!

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