Retomando as atividades físicas com Sidney Togumi

Das trilhas para a esteira: as dicas do treinador Sidney Togumi para retomar as atividades físicas

Devido à pausa que a vida nos exigiu nos últimos meses, é natural que as atividades físicas indoor e outdoor tenham sido deixadas de lado por um tempo. Ao retomar a rotina de exercícios, é importante ter consciência de que o corpo já não é o mesmo de outrora.

“Ficamos sem condicionamento físico depois de três a quatro semanas parados. Passados seis meses nessa situação, já voltamos a ser considerados sedentários”, explica o ultramaratonista e especialista em treinamento desportivo Sidney Togumi.

Como retomar os exercícios?

Reconquistar as habilidades antigas, segundo ele, exige paciência: “a principal dica que eu dou para os meus alunos é que eles retornem aos treinos de uma forma muito progressiva, leve e tranquila, para que não aconteçam lesões”.

Um dos maiores incentivadores do trail running no Brasil, o atleta apoiado pela Solo acredita que a musculação e a boa e velha esteira podem ser aliadas no momento em que estamos vivendo.

“É o sistema muscular que mantém nossas articulações estáveis e menos propensas a lesões. Já a esteira é a melhor estratégia para manter o nível de condicionamento físico”, afirma.

Equilíbrio é a palavra-chave

Ao colocar o corpo de volta em movimento, há quem se afobe e há quem se desanime. O segredo está no equilíbrio.

Os dias de descanso entre os treinos continuam sendo fundamentais para que a evolução aconteça. “Se você estiver sempre cansado, você não melhora. Na nossa cabeça, ganhamos quando treinamos. Mas, na verdade, ganhamos mais quando descansamos do que quando treinamos”, esclarece Togumi.

Na outra ponta dos dois extremos, o preparador físico conta que viu muita gente se desmotivando ao voltar a praticar exercícios devido ao cancelamento das competições de corrida, por exemplo.

“Tenho aconselhado meus alunos a criarem os seus próprios objetivos e não dependerem de desafios externos. Se ninguém estiver me estimulando eu não vou fazer mais nada? Temos que nos auto motivarmos!”, defende o ultramaratonista.

Mas e a máscara?

Para Togumi, por enquanto as máscaras são um mal necessário: “posso dizer, por experiência própria, que elas limitam a absorção de oxigênio e aumentam muito a nossa percepção de esforço. Por isso, o jeito é diminuir a intensidade para conseguir cumprir o treino”.

Correr sem máscara, porém, está fora de cogitação. “Temos a sensação de que, com a máscara, estamos nos protegendo. Mas, na verdade, estamos protegendo os outros. Temos essa responsabilidade social”, defende.